Esse Sacramento, conhecido entre os Gregos como evchelaion, "O Óleo
da Oração" é descrito por São Tiago: "Está alguém entre vós doente?
Chame os presbíteros da Igreja, e deixem que orem sobre ele ungindo-o com
azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o
levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados" (Tiago
5:14-15).
O Sacramento, como essa passagem indica, tem um duplo propósito: não
só a cura do corpo mas também o perdão dos pecados. As duas coisas vão juntas,
pois o homem é a unidade de corpo e alma e não pode então haver aguda e rígida
distinção entre doenças corporais e espirituais.
A Ortodoxia certamente não
acredita que a unção é invariavelmente seguida por uma recuperação da saúde: As
vezes, na verdade, o sacramento serve como um instrumento de cura, e o paciente
se recupera; mas em outras vezes ele não se recupera, caso em o sacramento
ajuda de outra maneira, dando ao paciente a força espiritual para se preparar
para a morte ("Esse sacramento tem duas faces: uma se volta para a cura, a
outra para a libertação da doença pela morte" (S. Bulgakov, The Orthodox
Churck, pg. 135). Na Igreja Católica Romana o sacramento tornou-se
"Extrema Unção," dirigido só para os moribundos (Uma mudança foi
feita aqui pelo Concílio Vaticano segundo); assim o primeiro aspecto do sacramento,
a cura, tornou-se esquecido.
Mas na Igreja Ortodoxa a Unção pode ser conferida
a qualquer um que esteja doente, seja com risco de vida ou não.
